O Medo

Dentre as emoções primitivas o medo tem função das mais importantes porque tem a ver com a segurança e a sobrevivência.

O profissional de segurança, em virtude de suas funções, se depara com circunstâncias em que lhes são testadas a capacidade de controlar as próprias emoções, bem como percebê-las nas outras pessoas.

Para tanto, reunir informações e conhecimentos de técnicas que envolvem o estudo e aplicação da inteligência emocional é um diferencial no exercício da atividade com maior probabilidade de sucesso.

Dentre as emoções primitivas o medo tem função das mais importantes porque tem a ver com a segurança e a sobrevivência.

Ele nos prepara para lutar ou fugir.

Desencadeia um processo físico-químico que se inicia no cérebro e repercute em todo sistema orgânico. O “gatilho” pode ser uma experiência, um aprendizado ou algo desconhecido.

Um guizo de uma cobra, um latido de um cão, um disparo de arma de fogo, são “gatilhos” que disparam os circuitos neurais do medo.

Desde que não se transforme em pânico, se bem compreendida, essa emoção pode trazer vantagens num combate ou numa fuga, também numa inspeção ou numa busca, pois todos os sentidos estão aguçados, a carga hormonal injeta força extra que aliada ao controle mental resulta em maior eficácia do organismo.

Nos cursos de operações especiais, o controle do medo é fundamental no sucesso do candidato para a conclusão, superando candidatos que tem melhor forma física.

A pergunta é: isso é inato ou pode ser treinado?

Na verdade, as duas e, inclusive ser adquirido, caso haja algum dano na amígdala cerebral ou falha congênita.

Pode-se treinar o autocontrole em uma situação de stress, inclusive geradora de medo. Uma técnica simples de conhecimento geral é o controle da respiração. Durante uma troca de tiros, ao se abrigar, inspirar e expirar fundo algumas vezes, ajuda a fazer um diagnóstico da situação, melhorar a qualidade do tiro/revide, bem como falar no rádio para pedir apoio ou informar situação.

Enfim, treinamentos devem ser desenvolvidos para a área de segurança baseados nos possíveis cenários que podem ser enfrentados pelos profissionais.

Sérgio Luiz
Sciens Hoc – Investigação e inteligência empresarial

Para saber mais:
Inteligência Emocional, Daniel Goleman, 2ª edição, pág. 311 a 313
http://www.defesanet.com.br/sof/noticia/13243/Preparacao-de-equipes-de-alta-performance-sob-estresse-/ Pesquisado em 03/06/2020

Fique InformadoOutras Notícias

Porteiro, vigilante ou vigia: qual a diferença?Hares Consultoria -

Porteiro, vigilante ou vigia: qual a diferença?

Tornou-se comum encontrar um porteiro de condomínio que realiza rondas perimetrais, verifica porta-malas de veículos, mochilas, sacolas de moradores, visitantes e funcionários.

Esperamos seu contato Fale Conosco