Segurança 4.0 – Como acompanhar as mudanças promovidas pela tecnologia

Estamos na era considerada digital. A tecnologia vem ocupando todos os espaços e segmentos da sociedade. Diante disso, temos um novo desafio, a da segurança 4.0.

A segurança 4.0 está relacionada ao avanço tecnológico dos sistemas de monitoramento e segurança. A inteligência artificial (A.I.) é a mola propulsora desta nova forma de se fazer monitoramento. Tanto a segurança pública quanto a privada têm corrido atrás para estarem acompanhando esta revolução.

Chamo a atenção para o período da quarentena ocasionada pelo COVID-19. Observo um engajamento muito grande nas redes sociais. As empresas têm investido na digitalização de suas companhias. As empresas de segurança e, em especial, as de monitoramento, também vêm acompanhando este ritmo. O resultado disto é que, após esta pandemia, o mercado não será mais o mesmo, pois os hábitos dos consumidores mudaram. Esta é uma grande oportunidade para as empresas de segurança eletrônica e também humana.

Com os hábitos de consumo mudados, mais engajamento na internet, mas com o poder de compra diminuído, o pulo do gato das empresas de segurança privada está em ofertar um modelo de segurança inteligente, com custo mais barato, com mais efetividade e menos recursos humanos ostensivos. Uma vez que esta segurança faz uso de softwares e hardwares inteligentes, programados para detectarem a movimentação de pessoas cadastradas num banco de dados de pessoas suspeitas ou que já delinquiram, também pode-se inserir as placas dos carros roubados e ou suspeitos, através do recurso tecnológico chamado LPR (do inglês “License Plate Recognition”, Reconhecimento de Placas de Veículos).

Ainda há a possibilidade de detecção de movimento através de cercas virtuais para controle de perímetro e áreas restritas, verificação de temperatura corporal, abertura e fechamento de portas, detecção de hábitos e comportamentos e, até mesmo, o controle de acesso de portas e também o acionamento de dispositivos automatizados para dissipação de pó químico para combater incêndio. Tudo isto realizado através das câmeras de monitoramento e operadas por agentes de monitoramento capacitados para gerirem estes dispositivos, aplicando as prontas respostas necessárias previstas num plano de segurança.

Todo este aparato, apesar de ser “inteligente”, depende do fator humano para aplicar as contingências adequadas. Na segurança 4.0, não se trata de eliminar por completo a força de trabalho do homem, mas sim de dar-lhe inteligência para gerir um equipamento inteligente.

Equipamento este que garante mais efetividade e controle. A exemplo disto, temos a portaria virtual ou remota, que já deixou de ser tendência para se tornar uma realidade e agora já evoluída para a portaria com telepresença. Vemos esta tecnologia não só em condomínios residenciais, mas em empresas, indústrias e escritórios. Há uma demanda considerável por este tipo de serviço mas, por outro lado, há pouca mão de obra qualificada disponível no mercado para operar estes sistemas. São pouquíssimos os profissionais capacitados para gerirem estes equipamentos, via central de monitoramento.

Os profissionais da segurança que conseguirem se qualificar, para participarem desta revolução, navegarão num oceano azul de oportunidades e, inicialmente, de pouca concorrência. O sistema de monitoramento, com inteligência artificial é a segurança 4.0. E você, já está preparado para navegar neste mar de oportunidades?

Mouhamad Almahmoud
Especialista em Gestão da Segurança Privada

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